18 de dezembro de 2009

Não lançamento da semana...

Este ano começou com um trailer que colocou muitos com desejo de saber como Spike Jonze irá tratar o clássico infantil norte americano de Maurice Sendak, Where the Wild Things Are. Também começou com Yeah Yeah Yeah arrasando no lançamento de It’s Blitz.

Para deixar o filme melhor do que parece ser e Karen O mais uma vez em alta na cena, a trilha sonora de Onde Vivem os Monstros foi composta por amigos da moça e um coral de crianças. Intitulado Karen O and The Kids, o álbum não só entra para um dos melhores lançamentos do ano como também dá o tom do filme, aumentando ainda mais a expectativas dos fãs do diretor, da história e do bicho papão.

Inocentemente pretencioso, o projeto reuniu nomes como Tristan Bechet do Services, Tom Biller do Afternoons, Bradford Cox do Deerhunter, Dean Fertita um homem multibandas, Aaron Hemphill do Liars, Greg Kurstin do The Bird and The Bee, Jack Lawrence que também não dorme, Oscar Michel do Gris e, claro, Nick Zinner e Brian Chase do Yeah Yeah Yeahs.

Com personalidade, Karen O conseguiu produzir algo ingênuo, realmente infantil e emocionante, sem deixar o vigor, que a colocou no topo, presente e com muito amor, como o título da música que vamos postar aqui.

16 de dezembro de 2009

Liga o som e enche a taça...

Esse clima de fim de ano sempre abre espaço para um som mais fino, quase festivo, epara aqueles que muitas vezes não tem as antenas ligadas no jazz, assim, afaste o sofá, coloque a champa no gelo e ligue alto o som de Huba, grupo da Finlândia que não tem nada de gélido.

Com uma formação generosa, tendo doze pessoas comandadas pelo vocalista Tuomas Kaila, o projeto tras o ritmo do jazz, poderoso, com um cantor despretencioso mas muito bem acompanhado e o groove que dá uma pitada de swing no som de fino trato.

Essa formação do grupo vem de muitos outros projetos e tentativas musicais, mas foi no Huba que encontraram cumplicidade sonora para se fazer dentro do meio musical e produzir algo com tanta sonoridade e vigor.

Com a música Mary, estão conquistando os críticos e amantes do vinil, mas preferimos postar Who`s Got The Nerve que, para nós, apresenta a banda com mais autoridade. Que venham as emoções temporais e sensoriais que somente a boa música pode causar, sem falar que, para agradar a muitos nas festanças de final de ano, esse é um dos sons que não pode faltar.

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Agora clique aqui e seja mais feliz!



10 de dezembro de 2009

Balada deprê de vez em quando é bom...

Ultimamente, as baladinhas, músicas mais simples, algumas com menos arranjos, super leves mas com um poder incrivel de te deixar down (porque balada boa tem que te deixar pra baixo), tem ocupado um grande espaco em meu Ipod. Uma delas é a banda que ficou mais conhecida após o ótimo filminho “mamão com açucar” Apenas Uma Vez (Once), onde os atores principais são os da própria banda, contando com Glen Hansard, da banda irlandesa The Frames, com a cantora Marketa Irglova, que juntos formaram a banda The Swell Season, nome dado também ao primeiro álbum do duo.

O disco é forrado de canções perfeitas para se ouvir naquele momento em que mais se precisa do silêncio. Talvez algumas bandas tem o poder de fazer com que suas músicas sejam melhores ainda quando não queremos ouvir nada e simplesmente esquecer de tudo. Se você está precisando disso, feche os olhos e ouça essa música.


4 de dezembro de 2009

Francês do Canadá!

Esse foi o ano das bandas francesas. Só aqui no Napa postamos um bocado de boas bandas da terra da Torre Eiffel. Assim, continuando no idioma francês mas dessa vez provindo de Quebec, no Canadá, Béatrice Martin que leva o nome Coeur de Pirate, é uma especie de Regina Spektor, mas com cabelos loiros, corpo fechado na tatuagem e apenas 19 anos, sem falar no chame que o francês causa aos ouvidos.

A banda começou sua trajetória de sucesso após ter uma de suas músicas como trilha sonora de um vídeo de um fotógrafo francês mostrando seu filho, que na epoca tinha nove meses de idade. Suas musicas, assim como Spektor, tem em sua principal base, seu piano e sua lovely and sweet voz, na maioria cantadas somente em francês.

Seu primeiro álbum, que leva o mesmo nome, foi lançado por uma gravadora em 2008, alcançando o reconhecimento primeiramente em seu pais e depois na França, onde conseguiu ficar entre as dez mais das rádios de lá. Após seu sucesso, Coeur de Pirate começou a ser reconhecipa pelos EUA, mas ainda em pequena escala, apesar de já ter perticipado de alguns festivais importantes. Em seu Myspace ainda possuem muito mais datas de shows marcadas pelo Canadá e França, mas podem esperar que logo ela deverá estar tocando em tudo quanto é canto.


2 de dezembro de 2009

Conquistando espaço...

Venus Volts deu as caras na cena, definitivamente, em 2008, trazendo suas referências rockers de guitarras barulhentas, post rock e o estilo oitentista inglês. Tocaram em pequenos festivais no interior, em alguns clubes por aí e até conquistaram o selo londrino Bliss Aquamarine, tendo músicas próprias incluídas em uma compilação. Daí não faltou espaço para Pelle, vocal e guitarra; Dinho, baixo; Du, bateria; Trinity, vocal e Filipe, guitarra e sintetizador crescerem no meio.

Eles são de Campinas e em suas músicas refletem todo o bom gosto que uma boa época trouxe a música, colocando muito barulho, uma vocalista com uma voz muito distinta e atitude despretenciosa que cai bem aos ouvidos.

Participaram da trilha sonora do seriado Descolados da MTV Brasil, que teve como tema In Gold We Trust, colocando eles de vez no cenário, mesmo o clipe sendo um dos mais pobres dos últimos tempos da Canon 5D, assim vejam e apreciem um bom rock tupiniquim com inglês no meio.

30 de novembro de 2009

Para balançar a semana...

Apesar de ter seu primeiro álbum lancado em 2006 e, desde então, considerado por muitos um grande compositor em sua cidade natal (Londres), Jack Peñate nunca chegou a ser reconhecido por outras bandas, leia-se outros lugares. Com o lancamento do disco Everything is New, Peñate tem a chance de provar que vale a pena ser ouvido. Em parceria com o produtor Paul Epworth que já trabalhou com Bloc Party e Friendly Fires, seu projeto é composto por tanta mistura de ritmos em suas diferentes músicas que seria necessário, pelo menos, um paragrafo inteiro só para tentar descrever. Com suas grandes composições, energia e seu encantamento por tocar sua música, Peñate descreve seu projeto como “um album com integridade”. Vamos ao que interessa para ver/ouvir um de seus singles lançados e que essa dica Napa caia nos gosto de nossos leitores, como está caindo no gosto da cena!


16 de novembro de 2009

Indie da fazenda...

O álbum Hometowns foi originalmente lançado no verão do ano passado, mas somente agora foi lançado e distribuido. The Rural Alberta Advantage, trio de Toronto no Canadá, que sempre vem recebendo comparações com a sensacional Neutral Milk Hotel, faz uma mistura de indie rock, country e algumas coisinhas a mais.

O interessante de tudo é a química entre Nils Edenloff, a multi-instrumentalista Amy Cole e o grande baterista Paul Banwatt, que faz milagre com seus arranjos em sua bateria, soando, apesar de inevitáveis comparações, extremamente únicos. A banda faz uso também de sintetizadores e outros intrumentos de cordas, fazendo que algumas de suas músicas fiquem super orquestradas, tranformando algumas músicas que parecem apenas boas de se ouvir em algo brilhante.

Como as fantásticas músicas do álbum Hometowns variam entre baladinhas e o velho e bom indie rock, aí vai o clip da balada In The Summertime e também a música Drain in Blood, que não tem clipe, mas também vale a pena ser ouvida.


Drain in Blood

13 de novembro de 2009

Coisa de londrino...

Pull Tiger Tail, um trio indie rock de Londres vem trabalhando em seu álbum de estréia desde 2004 e durante este tempo já tocou em rádios conseguindo alguns fãs por aí. Depois de alguns singles lançados, problemas com a gravadora e outras cositas más, finalmente essa galera conseguiu lançar seu álbum de estréia .

O álbum Paws é praticamente uma coletânia do melhor que a banda vinha tocando nesses últimos anos. Marcus Ratcliff no vocal e na guitarra lidera a banda acompanhado por Davo McConville no baixo e teclado e Jack Hansom na bateria e juntos, fazendo um som cheio de riffs pegajosos e refrões que grudam na sua cabeça. Para quem, por exemplo, é fã de Bloc Party, Pull Tiger Tail é um prato cheio!


11 de novembro de 2009

Pete Scarlett Yorn Johansson

Pete Yorn está sempre aprontando alguma novidade, mesmo não agradando a muitos e agora tem como chamariz ao seu trabalho sua aliança com a preferida de Wood Allen Scarlett Johansson, deixando quem conhece ou desgosta de seu som, louco de curiosidade.

O álbum já estava pronto para ser lançado desde de 2006, mas somente agora foi disponibilizado ao público. Talvez, depois de gravar este álbum Scarlett se sentiu um pouco empolgada e lançou seu cd solo antes mesmo de seu dueto com Yorn, mas não vale a pena ser comentado aqui no Napa por, em nossa humilde opiniao, considerar o disco “a piece of crap”.

Já nessa parceria, tudo parece ter mudado para ambos, a voz de Johansson, parece se encaixar muito melhor nessa dobradinha, principamente na musica Relator que vamos postar ao fim desse post. Pete Yorn dessa vez, traz composições mais pop, como a charmosa Wear and Tear, que em varias partes chega a lembrar um Travis.

Mesmo não sendo novidade e tendo dúvidas sobre a aparição deste projeto aqui no blog, nós damos o nosso pitato, afinal, como sempre foi dito por aqui, não somos críticos, mas apaixonados por música que tem a petulância de dar opinião sobre o que ouvimos por aí!



6 de novembro de 2009

Cheio de neon e som!

Um dos festivais mais esperados por "bandas" brasileiras, o Planeta Terra chega com várias atrações desconhecidas de alguns como o Ex!, esperadas por todos como Iggy Pop e entre as apresentações de logo mais estará o londrino polivalente Patrick Wolf, com seu som tutty frutty mix (porque a gente também sabe dar rótulo por aqui).

O meninote de 26 anos é cantor, compositor e toca, entre alguns instrumentos, cravo, piano, harpa, violino, violão, guitarra, gaita, acordeão, teclado e ajuda a compor artísticamente seu cenário, iluminação e figurino nos shows, além de ajudar na produção de suas músicas (quase um Ney Matogrosso da terra da rainha).

Há seis anos lançou seu primeiro álbum com aplauso de pé pela crítica e o título Lycanthropy, seguindo para o disco Wind in The Wires até chegar o The Magic Position que ganha o reconhecimento da publicação britanica mais assediada da cena, a revista NME.

A partir daí foi só entrar em tour a dar a oportunidade de muitos conhecerem ao vivo seu potencial, como alguns poderão ter a oportunidade amanhã durante o evento que acontecerá em São Paulo. Assim, fica aqui um tira gosto com o clipe cheio de neon, Hard Times.